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THEME POR PROMISSE | DON'T COPY + +

Nota da autora! (IMPORTANTE.)

Olá leitores mais lindos e únicos que restaram! Me perdoem por ter ficado meses sem postar na fanfic, mas como eu expliquei no grupo do facebook, minha vida estava uma loucura e eu nem sempre podia postar, acabei ficando sem computador também. Mas voltei a escrever pra vocês, e vou tentar postar pelo menos umas 5x por semana, ou 3. Enquanto eu tiver tempo, vou adiantando os capítulos pra vocês e vou postando.

Me perdoem mesmo pelo sumiço, não sabem o quanto eu amo escrever pra vocês aqui, mas eu também tenho outras prioridades.

Criei um grupo no facebook, que vou avisar sempre que eu postar, e talvez eu comece até outra fanfic! Peço participem do grupo, lá vou postar músicas pra vocês ouvirem enquanto estiverem lendo, postarei novidades, se houver algum imprevisto e eu não puder postar, também vou avisar!

O link: https://www.facebook.com/groups/302185383215843/

Um beijo!!

♥ Obrigada por tudo.


Capítulo 8 - Parte 7.

Gabi narrando:

Estava um pouco atrasada pro show daquele dia, acabei dormindo demais. Coloquei um vestido azul e um salto preto, uma jaquetinha de couro por cima, prendi o cabelo num rabo de cavalo com duas mechas soltas, e peguei leve na maquiagem. Encontrei Lucas no hall do hotel, ele soltou um ”fiu fiu” que me deixou com as bochechas vermelhas. Fiquei conversando com o Luan no whats, mas tive que soltar o celular quando chegamos ao local do show, eu tinha realmente muita coisa a fazer. Me deram o ”trabalho” de escolher a mozão da noite, e é claro que eu fiquei feliz por isso, como a eterna fã do meu gurizinho, eu sabia cada coisa que passávamos pra estar perto de nossos ídolos. Então eu iria atrás de uma fã, aquela a qual meu coração apontasse e dissesse: Hoje chegou a hora dela!
Fui até lá fora e fiquei rondando pelo rodeio, quando me deparei com uma roda de mais ou menos 6 meninas, todas elas estavam com atenção para só uma delas: magra, de cabelos compridos, mechas loiras, alta e linda. O sorriso delas brilhavam enquanto ouviam essa menina falar, cheguei mais perto com a minha lata de refrigerante na mão e prestava atenção no que ela falava, contava os detalhes da viagem louca que tinha feito de Minas Gerais até o Paraná, da paixão pelo Luan e pelo Lucas, a qual ela tinha um fã clube famoso chamado QUATRO DE ABRIL, onde escrevia seus sonhos em uma fanfic, e compartilhava com outras milhões de fãs. O que mais me chamou atenção, foi pelo fato de tanta dedicação, amor e carinho retribuídos por parte das outras meninas. E ela tinha um sonho, esse sonho era poder vê-lo de perto, e abraça-lo pela primeira vez. Na hora meu coração tinha se tocado de que era ela, tinha chegado a sua vez, fui me aproximando aos poucos, e quando elas notaram minha presença se espantaram, acho que elas também tinham me reconhecido.


— Olá! — Disse sorrindo largo para elas.


— Não é a nova comidinha do Lucas? Ops, quis dizer assessora! — Uma delas respondeu.


— Bianca, não seja indiscreta. Quantas vezes falamos sobre isso? Com quem o Lucas se relaciona ou deixa de se relacionar é problema totalmente dele. — A menina que tinha chamado minha atenção, retrucou.


— Pode ter certeza que nosso relacionamento não passa do profissional, sou adulta o suficiente pra saber separar as coisas. O Lucas tem sido um grande amigo, nada mais que isso! — Falei um pouco mais brava do que eu esperava.


—  Me desculpe por ela. — A ruivinha me respondeu.


— Não tem problemas, eu entendo todo esse ciúme. Afinal, eu também tenho um ídolo. Posso falar com você um instante?  Segurei no braço da mais alta.


— Claro! Afinal, meu nome é Laís, o teu é Gabriela, né? —


— Sim, mas pode me chamar de Gabi.


Fomos para um lugar mais afastado e lá expliquei o porque deu ter ido atrás dela, sem dizer uma palavra ela me olhava ainda atônita, segurou minha mão e apenas disse um sim com a cabeça. Meu Deus, será que ela iria desmaiar? Será que ela iria agarrar o Lucas e tentar beija-lo? tive muito medo da sua reação, mas não voltei atrás. A coloquei no backstage, resolvi algumas coisas e depois subi com ela para a lateral do palco, e ela ainda continuava muda. O show começou e quando a música mozão estava no meio, Lucas a chamou e ela sorriu pra mim pela primeira vez, subiu no palco, o abraçou com toda delicadeza do mundo, deitou em seu colo, o ouviu cantar pra ela e se entregou aquele momento lindo na maior serenidade. Quando a música acabou ela voltou pro meu lado, me abraçou com força e entre lágrimas sussurrou um ”’OBRIGADA.” Curtimos o resto do show juntas, ela cantava todas as músicas com muito fôlego e felicidade, ele se despediu do público e desceu do palco, vindo ao nosso encontro, ele me abraçou e me deu um beijo no rosto, depois a cumprimentou.


— Hey Lucas, essa é a Laís! Ela tem um fã clube bem famoso teu, veio de Minas só pra te prestigiar.


— Eu tô ligado, do Quatro de abril né? Vejo as coisas lindas que você me escreve, a tua dedicação, o empenho em divulgar meu trabalho. Fico feliz que tenhamos nos conhecido, ainda mais nessa situação. Tenho certeza que foi coisa da Gabi! — Ele a abraçou mais uma vez.


— Lucas, não importa o que digam, eu sempre vou te amar. É por essas e outras coisas que valem a pena ter um ídolo, não sabe o quanto julgamento eu recebi pra chegar até aqui e ter seu reconhecimento! E essa mulher? Ela é um anjo, de verdade. Obrigada por sempre fazer tudo valer a pena. Eu ainda acho que estou vivendo um sonho, um daqueles do qual toda noite eu tenho contigo.

Vi uma lágrima correr pelos olhos dele, que segurava as mãos dela e sorria feito um bobo. Se tivesse algo mais bonito do que ver uma fã grata por tudo que seu ídolo lhe proporcionava, era vê-la o comovendo e ele sendo grato por elas estarem com ele, não importava as circunstâncias. Os levei até o camarim e ficaram batendo papo por um bom tempo, ela contava as loucuras que tinha feito pra chegar até ele, e ele se espantava com algumas loucuras, dava risada de outras. Já estava na hora de irmos embora, e eu sabia o quanto doía se despedir de alguém que amávamos, e era mais dolorido ainda a incerteza de quando a veremos novamente, mas ela era tão esperta que sabia controlar isso tão bem. Segurou nas mãos dele e sorrindo disse: ”Em breve iremos nos encontrar, eu tenho fé que se Deus fez acontecer uma vez, fará acontecer mais outras milhões, e eu vou estar esperando ansiosamente pelo nosso abraço.” Eles se despediram e nós dois seguimos para a van, ele foi o caminho todo quietinho, no hall do hotel disse que tomaria um banho e iria aparecer em meu quarto dentro de meia hora pra conversamos e iria pedir uma pizza, ele adiantaria o dia do ”lixo” na sua dieta.
Antes de entrar pro banho, mandei uma sms pra Luan perguntando se ele estava ocupado, e menos de 5 minutos depois meu celular toca, seu nome e nossa foto apareceu no visor, fazendo meu coração quase saltar pela boca de felicidade.


— Boa noite, princesa.


— Boa noite, mô. — Falei com uma voz dengosa.


Ficamos por um bom tempo conversando, ele estava cansado e disse que precisava ainda resolver mais algumas coisas sobre seu projeto novo, mas disse que antes de ir pra cama me ligaria. Entrei pro banho, coloquei uma roupa mais a vontade e pouco depois a campainha toca, era Lucas.


Capítulo 8 - Parte 6.

Luan narrando:


Cheguei em casa e quando abri a porta, vi minha mãe me olhar furiosa. Eu fui me preparando psicologicamente o caminho inteiro sabendo que ela iria falar até eu contar o que tinha acontecido. E depois de todo aquele interrogatório, iria dar mais um sermão. Ela andou em minha direção, me abraçou e logo em seguida me deu um forte tapa no braço.


— Pode começar a me contar por onde você dormiu, e porque você cometeu tamanha irresponsabilidade.


Bruna estava descendo as escadas, mas quando viu o que vinha pela frente, subiu e sussurrou: ”boa sorte.”


— Eu posso explicar, mamusca! — Sorri amarelo.


— Não, espera! Eu vou adivinhar. Isso só pode ter sido coisa de mulher, eu nunca vi, elas viram tanto a sua cabeça meu filho. Ao ponto de você largar sua irmã sozinha naquele lugar. — Ela disparou.


— Mamusca, será que alguma vez você vai me ouvir? Sim, foi por causa de mulher. Mas essa mexe comigo, não só com  a minha cabeça, mas com meus sentimentos, com meu coração, com meus sentidos. Eu sei que foi loucura, que foi irresponsabilidade, mas eu não podia deixar essa oportunidade passar, eu não podia deixar com que ela fosse embora sem que eu dissesse que ela é o amor da minha vida.
Nós estamos dispostos a começar do zero, como se tivéssemos nos conhecido ontem. Eu finalmente encontrei o amor. — Desabafei.


Eu sorria feito um bobo falando todas aquelas coisas, lembrei de Gabriela na hora e o quanto ela ficaria envergonhada se eu falasse isso na frente da minha mãe, ela ficava constrangida em qualquer situação. Meu pai entrou em casa na hora em que eu disse as últimas palavras, minha mãe não conseguia esboçar nenhuma reação, ela andou na minha direção me abraçando novamente, meu pai olhava pra nós dois sem entender muito bem o que estava acontecendo.


— E quando vamos conhece-la? Porque não a trouxe aqui hoje? — Ela bateu palmas.


— Mamusca, o que deu na senhora? A um minuto atrás estava querendo me bater e agora ta toda empolgada?


— Meu filho, já ouvi você dizer uma porção de vezes que estava apaixonado, ou caidinho por essas periguetes que você arruma por aí. Mas nunca o ouvi dizer que tinha encontrado o amor, e nem que alguma delas era o amor da sua vida. Essa menina realmente deve valer ouro, tenho certeza que dessa vez fez uma boa escolha. Vi seus olhos com um brilho tão intenso ao dizer isso, e esse sorriso? ele nunca me esconde nada. — Ela sorriu serenamente.


— Ela é minha fã, ela me ama do jeito que eu sou, ela conhece o verdadeiro Luan Rafael. Ela não se apaixonou pela minha fama, nem pelo meu status e sim pelo completo bobo que eu sou.


— Filho, ela é sua fã? Toma cuidado, pelo amor de Deus. Não a machuque, os sentimentos dela são cem vezes mais intensos que os seus.


— Fica tranquila, eu prometo que sei o que estou fazendo. Eu a amo, muito. Por mais que eu tenha demorado e vacilado pra descobrir isso, eu jamais faria algo pra magoa-la. Logo eu vou trazê-la aqui, mas como eu disse queremos fazer as coisas com calma, recomeçar, na hora certa ela vem passar uns dias conosco. Ta? Agora preciso tomar um banho, comer algo e dormir mais um pouco.


— Luan? — Minha mãe sorriu serena de novo. — Deixa eu pelo menos ver uma foto dela?


— Não, vai ser uma surpresa quando ela chegar aqui. Agora preciso ir, tchau! — Subi as escadas correndo.


Subi e fui tomar meu banho, comi o strogonoff maravilhoso da minha mãe, postei uma foto no instagram e fiquei no twitter conversando com minhas fãs por um tempo, resolvi ligar pra Gabriela pra saber se ela tinha chegado bem e pra tentar matar um pouco da saudade que eu já estava. Chamou somente por duas vezes, até que aquela voz gostosa surgiu do outro lado da linha.


— Boa tarde, dorminhoco!


— Olha quem fala. — Ri. — E aí, cê chegou bem de viagem?


—  Sim, obrigada por se preocupar, e aí sua mãe brigou muito contigo quando chegou em casa?


— Ela quer te conhecer. Na verdade nem brigou quando eu contei de você, pelo contrário, ela se empolgou.


— Luaaaaaaaan! — Ela berrou.


Ficamos uns 30 minutos no telefone, só desligamos porque ela tinha muita coisa pra resolver e seriam dos shows naquela noite. Fiquei pensando no seu sorriso e na nossa noite a tarde inteira, fazendo e refazendo meus planos. Pensando na família linda que ela poderia me dar, das viagens que faríamos juntos, das noites de frio que dormiríamos agarrados, da apreensão dela em conhecer minha família, do dia do nosso casamento. Eu sei, era muito cedo pra pensar naquilo tudo… mas ela só me fazia enxergar o futuro e o que de bom ele poderia nos trazer. Acabei pegando no sono, acordei com uma mensagem no whatsapp, era ela. Mandando uma foto arrumada e completamente linda, por um segundo tive inveja do Lucas que poderia estar com ela todos os dias praticamente, aquele sorriso que me tirava do chão e aquele rosto pelo qual me apaixonei.








luan-amor-maior asked: Nega quando vai continuar o fanfic???

Oi amor, me desculpe a demora…você faz parte do grupo da fanfic no facebook? Lá eu sempre atualizo quando vou postar. Tenho uma prova de vestibular muito importante, daqui a menos de 1 mês. Então ta sendo difícil postar com frequencia, me perdoee!! Entra no grupo do FB, lá você estará sempre atualizada.


Capítulo 8 - Parte 5.

Gabi narrando:

O sol invadia a janela e a música anjo loiro tocava ao fundo, relutando contra a luz, abri meus olhos, senti o peso de alguém sobre mim e um calor infinito. Olhei pro lado e sorri ao vê-lo ali, dormindo feito um anjo. Olhei pro celular no criado mudo que vibrava e tocava sem parar, com certeza era o dele, principalmente pela música. Eu não queria fuxicar a vida dele, eu não tinha esse direito, mas a pessoa insitia muito e como ele não acordava, fui aos poucos me virando pra pega-lo, o nome estampado na tela: CASA. Com certeza seria Dona Marizete, com certeza ele teria saído sem avisar pra onde ia, como de costume quando esta desesperado. Eu gostaria de acorda-lo com um beijo, mas naquela situação eu tinha que acorda-lo a qualquer custo.

—  Luan, acorda! Luan devem ser seus pais, acorda. — Sacudi ele que nem esboçou reação. — Luan! — Berrei.

— Nossa senhora, muié. Que foi? Vai tirar o pai da forca? — Ele resmungou.

—  Seu celular ta tocando sem parar, atende, anda. — Passei pra ele.


— Alô. Desculpa mamusca, ta bom, desculpa! Eu prometo que nunca mais faço isso. Eu tô bem, eu prometo que assim que eu chegar em casa eu te explico tudo. Agora não da, mãe. Tudo bem, já tô indo. Beijos, tchau! — Ele disse rouco.


Olhei pra ele assustada, com certeza ele tinha tomado uma baita de uma bronca, e tudo isso por minha causa. Nunca imaginei Dona Marizete furiosa, mas pelo jeito ela estava e se pudesse daria uns tapas no Luan via telefone.


— Sua mãe ta brava, né? — Mordi o lábio inferior.


— Sim, muito. Mas depois passa, eu vou conversar com ela quando chegar em casa. O Rober também é foda, eu avisei a ele onde vinha, ele podia muito bem ter avisado a mãe quando deixou a Bruna em casa. — Ele suspirou.


— Me desculpa, a culpa é minha.


— Culpa sua? Claro que não, eu que fui irresponsável de não ter avisado nada a ela. Mas eu não podia adiar mais um dia sequer pra te encontrar. — Ele sorriu.

Envolvi meus braços em volta dele e joguei nossos corpos contra a cama, selei nossos lábios e depois beijei seu nariz. Ficamos naquela posição por muito tempo, sorriamos entre alguns beijos e depois deu tanto insistir, mesmo não querendo que ele fosse embora, mandei-o para casa, ou Dona Mari viria me matar pessoalmente por prende-lo por mais tempo. Tomamos um banho juntos, finalmente ele me deixou realmente tomar banho, coloquei uma roupa de academia pra caminhar um pouco pelo bosque que tinha perto do hotel. Ele telefonou pra Weligton que foi busca-lo. Mais uma vez estávamos lá, nos despedindo, mas agora era diferente, tínhamos a certeza de quando nos encontraríamos de novo. Era isso que me mantinha de pé, lutando pra construir tudo que um dia eu sonhei ao lado dele. Nos abraçamos forte, demos um longo beijo e com um: Nos vemos logo, ele sumiu entre as portas do elevador. Caminhei por uns 30 minutos, quando já estava seca de sede e pingando suor, voltei pro hotel. Joguei uma água gelada no corpo, arrumei minhas malas, passei um pouco de maquiagem pra esconder as fortes olheiras da noite passada mal dormida e bem aproveitada, sorri pro espelho, fechei os olhos e ainda conseguia sentir o cheiro do perfume de Luan impregnado no banheiro. Eram 13:00 hrs quando Lucas me mandou uma mensagem pedindo pra descer, iríamos almoçar no restaurante do hotel mesmo. Almoçamos tranquilamente, ele me olhava o tempo todo, com certeza estava me pegando sorrindo sozinha, olhando pras paredes, lembrando as palavras ditas na noite anterior, dos toques de Luan, dos beijos, do amor que fizemos. Fui arrancada das minhas lembranças por Lucas me tirando da cadeira pelos braços e me arrastando pro banheiro do restaurante.

— Você realmente vai ficar nessa? — Ele disse bravo, cerrando a mandíbula.


— Calma Lucas, o que eu fiz? Nessa como? — Sorri amarelo.


— Porra, me conta logo o que aconteceu hoje de madrugada. Ele foi atrás de vocês? Vocês conversaram? Cê aceitou ele de volta? — Ele cuspiu as palavras rapidamente.


— Do que você ta falando? — Fingi não saber.


— Quem você acha que encorajou aquele cuzão de ir lá falar com você? Quem você acha que mandou eu te procurar? Eu, é claro! Nem tente esconder nada de mim, mocinha. Diz logo! — Ele bateu no meu braço.


— Precisava realmente disso tudo? Me arrastar pro banheiro feito um louco? Então a culpa foi tua, né? Quem mandou ele vir atrás de mim? Quem te deu esse direito? Quem te disse que eu queria falar com ele? Que eu sinto alguma coisa por ele? A culpa disso tudo é sua! — Falei séria.


— Como assim, vocês não se acertaram? — Ele perguntou espantado. Culpa de que?? —


— Deu estar tão feliz assim, nunca tive tanta certeza de algo na minha vida. — Suspirei.


O abracei com força e agradeci a ele„ que me deu um tapa na cabeça e sorriu nervoso por conta da brincadeira. A caminho do aeroporto contei pra ele todos os detalhes da declaração, tirando a parte de nossa intimidade, claro. Ele sorriu ao me ver feliz, naquele momento eu sabia que tinha conquistado um grande amigo, além de patrão, em tão pouco tempo eu tinha certeza que ele era uma das melhores pessoas que eu tinha encontrado na vida, e faria de tudo pra cuidar de Lucas como um irmão.


Capítulo 8 - Parte 4.

Luan narrando:

Eu me sentia no auge do desespero, olha a quem eu tinha ido recorrer? Mas Lucas era minha única esperança, ele era a pessoa que mais estava presente fisicamente na vida de Gabriela naquele momento e toda ajuda era necessária. Mesmo achando que ele arrastava uma asinha pra ela, mesmo sabendo que se ela caísse nas garras dele. Seria mais uma que ele iria transar e esquecer! ou quem sabe engana-la por um tempo? Pera! do que eu tô falando? Já fiz isso tantas vezes, com tantas meninas diferentes. Não sou nem um pouco diferente dele. Acho que ambos temos medo de nos apaixonar e nos decepcionar, o que menos precisamos é de um coração partido. Mas agora eu tinha certeza que era a hora de fazer a coisa certa, sem medo do amanhã, eu sabia que ela podia me fazer feliz, e eu faria de tudo pra faze-la feliz também. Ao invés de ficar julgando meus sentimentos por pensamento, resolvi tomar coragem de ir até ela. O não eu já tinha, mas eu correria pra conseguir o SIM. Levantei depressa da cama, dei um abraço em Lucas e pedi que ele me desejasse boa sorte. Abri a porta com o coração prestes a pular pela boca, minhas mãos estavam tremulas, as famosas borboletas no estômago me causam sensações gostosas e estranhas ao mesmo tempo. Toquei sua campainha apenas uma vez, não demorou muito pra que ouvisse passos atrás daquela porta. Por segundos senti minha respiração vacilar, a porta foi destrancada, e quando olhei pra cima vi um anjo, a minha anjo. Ela parecia espantada com minha presença ali, e eu fiquei a olhando por muito tempo, incapaz de esboçar qualquer reação. Seu cabelo preso no alto da cabeça em um coque, uma camisola preta e o rostinho inchado denunciava que ela estava dormindo. Mesmo sem permissão, a empurrei pra dentro e abracei como se estivesse segurando meu mundo, senti seu sorriso contra meu ombro, encostei meu nariz em seu pescoço pra que eu pudesse sentir o melhor cheiro do mundo, ahh se ela soubesse o que aquele cheiro me causava. Segurei uma mecha dos seus cabelos e brinquei com ela, ainda não conseguia dizer nada. Continuamos segurando um ao outro com força, minha respiração aos poucos foi se acalmando, e o coração dela batendo mais acelerado.

—  Eu sei que fui o cara mais babaca do mundo contigo, mas juro, foi pra não te machucar. Deixa eu me explicar? Eu me apaixonei e tinha medo que você soubesse disso. Sou completamente vulnerável a você, ao teu sorriso, ao teu cheiro, ao teu corpo, a tua doçura. — Fiz um carinho no rosto dela enquanto olhava em seus olhos.


— Vem, senta aqui. Eu vou te ouvir, calma! — Ela me guiou até a cama sem soltar minha mão.


— Não existiu um dia sequer que eu parasse de pensar em você, desde o nosso primeiro beijo. A cena de quando nos vimos pessoalmente pela primeira vez nunca vai sair da minha cabeça, você parecia uma menina indefesa, tão cheia de sonhos, com tantos planos. Sempre se considerando minha maior fã, o modo a qual você me olhou, me tratou, a naturalidade a qual me recebeu e me deixou conhecer um pouco mais de ti. Era um sonho pra você fazer parte da minha vida, não era? Lembro-me exatamente quando me disse isso, e hoje? O papel se inverteu, o meu sonho é fazer parte da tua vida. Você deveria saber a calmaria que me passa, meu coração descansa na sua presença, eu me sinto cheio com esse sentimento lindo que me transmite. Eu sumi, eu fingi não me importar, mas eu senti que quanto mais eu te envolvesse nisso, mais eu te machucaria. Duvidei dos meus sentimentos, eu procurei outras saídas, eu tive medo de machucar a pessoa maravilhosa que você é, e que já sofreu tanto na vida. Nunca me achei o cara certo pra você, imaginei um milhão de caras diferentes, com a vida calma e com uma boa reputação em relação a mulheres, alguém que pudesse cuidar de ti pessoalmente todos os dias, que lhe colocasse pra dormir, te abraçasse forte quando sentires medo, felicidade, tristeza, ansiedade. Mas quando me dei conta de que não poderia perder alguém como você, eu percebi meus sentimentos, eu percebi que eu tinha encontrado alguém que realmente valesse a pena, que tem me feito querer mudar todos os dias, só pra vê-la feliz. Tive medo de dizer tudo isso um dia a você, medo de que você já estivesse com alguém melhor. Mas foi quando eu ouvi de um certo alguém, que sempre devemos lutar por aquilo que queremos, mesmo quando todo mundo acha que tudo esta perdido. Eu sou um canalha, eu sei que faço tantas besteiras, eu sei que em algum momento eu te magoei. Mas me perdoa? mesmo desse jeito torto, tudo que eu quero é você. — Me joguei mais uma vez em seus braços, mesmo com medo da sua reação.



Gabi narrando:


Estava num sono pesado quando ouvi a campainha tocar, deveria ser Lucas com aquela insônia dele. Quando abri a porta e me deparei com Luan, achei que estava sonhando.  Ele parecia preocupado, aflito e quando me abraçou eu não podia mais controlar meus atos, de todos os lugares do mundo, era aquele que eu gostaria de estar pro resto da vida. Quando sentamos na cama e ele começou a falar, meu coração errava a batida a cada frase que ele pronunciava. Não importava quanto tempo tinha se passado, o que ele tinha feito, a certeza do meu amor só se certificava mais a cada dia mais, eu estava disposta a enfrentar o mundo se preciso pra estar ao seu lado. Ele me envolveu novamente em seus braços, éramos apenas um, pela primeira vez eu me sentia completa.
Aos poucos afastei nossos corpos, joguei a mecha de cabelo que caia sobre a testa dele e o beijei suavemente. Com toda paciência do mundo relutei e tirei sua camisa, apoiei minha mão sobre o seu peito e sutilmente o joguei deitado na cama, caindo por cima dele. As mãos de Luan deslizaram da minha coxa até a parte de cima do meu corpo, tirando minha camisola, senti um frio correr a espinha e as borboletas no estômago criando vida. Ficamos completamente nus, seus olhos não se desviavam um segundo do meu, queimando feito fogo vivo. Seus lábios percorreram pelo meu pescoço, descendo até meus seios, depois numa lenta tortura até a barriga e depois até minhas partes intimas. Sua língua era insaciável, explorando cada centímetro do meu corpo, com uma das mãos puxei seus cabelos e deixei sua cabeça numa posição que pudesse me olhar, cada toque dele era uma nova sensação, e ao perceber que estava no ápice do prazer, pedi pra que ele parasse e fui retribuir o agrado. Ele gemia baixinho, me chamando pelo nome, depois começamos uma lenta penetração enquanto eu me entregava completamente a ele, ficamos ali por muito tempo, até que nossos corpos se relaxaram e encontraram o prazer ”final.”
Com ele ainda dentro de mim, me recostei sobre o seu peito e ficamos deitados, ele cheirava meu cabelo e eu alisava seu peito.


Eu…eu, amo você! — Ele sussurrou no meu ouvido e depois beijou o topo da minha cabeça.


— Não mais do que eu amo você. Não canso de dizer, você é o meu anjo. — Sorri.


— Me aceita de volta? Fala que a gente ta namorando e casa semana que vem? — Ele brincou.


— Eu tenho uma ideia melhor. O que acha de começarmos do zero? Você me chama pra jantar, a gente vê um filme juntos. Faz algo do tipo de um casal normal.


— Mas não somos um casal normal. — Ele fez uma pausa. — Espera! A partir de agora nós somos.


— Assim que eu gosto!


— Gabriela, aceita jantar comigo qualquer dia desses? Ou em Londrina ou em São Paulo?


— Aceito!


Ele beijou meus lábios suavemente, depois levantou enrolado na coberta e me chamou pra tomarmos um banho. Entramos embaixo do chuveiro, molhei meus cabelos novamente por culpa de Luan, mas valeu a pena, ele passou o shampoo, o condicionador e ainda me deu carinho durante todo banho, nos enrolamos na toalha, nos secamos, ele ficou só de cueca e eu de calcinha e sutiã. Dormimos abraçados, com a cabeça em seu peito, pude sentir os seus batimentos cardíacos, lembrei que aquele era o motivo do meu sorriso, a sua existência.


AVISO AOS NOVOS LEITORES!!

Galera, eu tenho um grupo no facebook que sempre coloco as atualizações da fanfic (qndo posto capítulo novo) ou quando não vou poder postar. Gostaria muito de ter vocês por pertinho também, então quem quiser participar do grupo, o link é esse:

https://www.facebook.com/groups/302185383215843/?fref=ts

E pra quem quiser me adicionar, aqui o link do meu perfil! https://www.facebook.com/taiis.oliveira

PS: Espero que estejam gostando, voltei a postar com força total… Desculpem por todo sumiço, por ter ”abandonado” vocês, mas sempre sinto muita saudade, e agora eu determinei que vou terminar a fanfic o mais breve possível, amo isso aqui…e quem saiba depois eu não escreva outra?? Beijos! ♥


Capítulo 8 - Parte 3.

Gabi narrando:


Por sorte, a galera da produção achou que ficaríamos muito longe na volta, e resolveram levar as coisas direto pra outro hotel em Londrina. No dia seguinte teríamos mesmo que pegar um voo no aeroporto de lá. Agradeci por não ter que passar quase 2 horas dentro da van depois de uma noite cansativa. Chegamos cinco e meia da manhã no hotel, eu estava extremamente cansada, tanto fisicamente como mentalmente. Me livrei rapidamente das minhas roupas, jogando-as não chão, corri pro chuveiro, e apesar do friozinho que estava fazendo me atrevi a tomar um banho gelado. Lavei os cabelos e pela primeira vez, consegui não chorar. Depois de um longo tempo, sai debaixo do chuveiro, enrolei uma toalha na cabeça, coloquei uma camisola de cetim e liguei aa tv, apesar do cansaço, não havia um pingo de sono. Pedi um balde de pipoca no serviço de quarto e uma garrafinha de refrigerante, me perdi vendo um filme.


Luan narrando:

Porra, porque eu sempre tinha que fazer tudo errado? Lá estava eu, estragando tudo de novo. A única pessoa a qual consegui realmente me apaixonar esse tempo todo, a única pessoa que me amava pelo que eu era, pelo Luan Rafael que ela conheceu, e não pelo Luan Santana famoso. Pedi pra Roberval deixar a Bruna em casa, deixei o dinheiro do táxi pra eles. Chamei Weligton, abandonei aquelas mulheres no camarote e corri pro estacionamento da boate. Sem pensar duas vezes disquei o número do Lucas, depois de chamar até quase cair a ligação, ele atendeu.


—  Fala aí parceiro, ta tudo certo? Aconteceu alguma coisa? — Ele parecia sonolento.

— Lucas, você pode me falar o nome do hotel que você ta? Eu preciso conversar com você, cara.

— Vou te mandar o nome e o endereço pelo whatsapp. Que horas você vem amanhã?

— Não, você não ta entendendo Lucas, eu vou hoje, agora! Espero sua mensagem, não demora. Valeu.

— Ok, não se pode nem mais dormir.

Já estava nervoso, Lucas só  me mandou o nome e o endereço do hotel quase 5 minutos depois que tínhamos desligado a ligação. Pedi pra Weligton que eu dirigisse, já que ele sempre dirigia feito uma moça, tive que relutar, mas acabei perdendo por já ter bebido bastante. De tanto que insisti, ele acabou indo numa velocidade considerável. Cheguei na recepção e a moça se espantou ao ver que eu estava ali, ela se empolgou tanto que eu jamais a trataria com antipatia, mas precisava subir o mais rápido possível pra falar com Lucas, disse que ele estava me esperando, ela interfonou pra ele, em seguida me disse o número do andar e do quarto, corri pro elevador, e enquanto ele demorava a chegar no sétimo andar, senti um frio na barriga. Será que ela me aceitaria? será que ela acreditaria em mim? eu precisava tentar, eu não podia esperar mais pra tentar reconquista-la, era minha última tentativa, e eu investiria tudo, abriria mão de tudo se ela dissesse sim!
Toquei a campainha um zilhão de vezes, e ouvi os passos apressados de Lucas, quando ele abriu a porta com rapidez.

— Quer acordar todo mundo? porra, calma cara! — Ele riu.

— Posso entrar? — Perguntei ofegante.

— Deve!

— Será que você pode vestir uma roupa antes? não pega bem se alguém me ver entrando aqui e você de cuequinha.

— Tu é um abusado mesmo, me acorda essa hora da manhã, invade meu quarto de hotel procurando um psicólogo e ainda quer que eu me vista? mas só farei isso pela minha imagem! — Ele me deu um tapa na cabeça.

— Você tem alguma coisa forte que eu possa beber?

— Luan, você ta fedendo a cachaça. Acho que o que você menos precisa agora é de bebida, vou te dar uma água e vou pegar um engov.


Tomei quase a garrafa de água inteira que Lucas me deu junto com o comprimido de engov. Ainda bem que ele resolveu não me dar mais bebida, porque eu já estava me sentindo meio enjoado e o remédio junto com a água me ajudaram muito. Reuni toda minha coragem e comecei a desabafar com ele toda nossa história, todo meu sentimento por ela, mas também todo meu medo, meus anseios. E conforme cada palavra dita, eu percebi que não era apenas apaixonado por ela, talvez eu já a amasse. Me peguei sorrindo quando contei das nossas aventuras, dos nossos momentos juntos, de como nos conhecemos. E ele ouvia tudo atentamente, sem interromper nenhum segundo.
Me vi contando meus planos, e até das coisas que eu já tinha feito por ela sem que ela soubesse. E tudo que eu queria, é que ela estivesse ao meu lado agora, ouvindo tudo que preparei pra nós dois, pra vê-la feliz. Quando terminei de falar, soltei um suspiro de alivio e olhei pra ele esperando sua resposta. Aquilo estava a tantos meses entalado, e mesmo tendo Bruna como melhor amiga, eu tinha medo, tive muito medo que alguém descobrisse que ela era minha fraqueza, e que todo esse tempo eu só esperava alguém como ela pra amar.


— Não acredito sinceramente que eu vou dizer isso. Porque todo esse tempo te achei um completo babaca em relação a ela. Eu achava que ela merecia alguém melhor, alguém que pudesse acompanhar seu tempo, sua vida. Mas hoje vi o quanto eu estava errado em relação a isso, ela só precise de alguém que a ame como você a ama. Porque teve medo? O amor é uma das coisas mais lindas do mundo, não tenha medo de amar e nem de se entregar, ela é a pessoa certa ao meu ver e seu coração reconheceu isso. Mesmo que não seja com ela, mesmo que daqui a um tempo as coisas mudem. Viva, intensifique, se entregue. Ta esperando o que pra dizer todas essas coisas pra ela? O quarto dela é o 706, toca a campainha dela mil vezes como você fez comigo. — Lucas me disse sorrindo, parecia admirar todas as coisas que eu tinha dito.  





Capítulo 8 - Parte 2.

Gabi narrando:

Voltei pra onde o Lucas estava, ele me olhou apavorado e com certa desaprovação. Sentei na poltrona que estava ali e fiquei refletindo sobre as palavras de Luan, sobre as atitudes dele. Eu sabia, eu seria eternamente apaixonada por ele, sabia que meu coração o pertencia, mas algo me dizia que o sentimento nunca seria recíproco, ainda mais vindo de um cara como ele. Não estava disposto a mudar, por ninguém,  quem diria por mim. Senti alguém tocar em meus ombros, olhei e era Lucas, ainda confuso aparentemente pelo meu sumiço.

— Hey cara, onde você estava? Fiquei te procurando desesperado!


— Fui até o bar pegar uma bebida, um otário tentou me agarrar a força e por sorte o Luan apareceu na hora, socou a cara dele, e acabamos nos escondendo numa porta ao lado do bar. — Dei um sorriso amarelo.


— Quem foi esse filho da puta que te agarrou? Vou pedir pra o Hulk resolver essa situação! Ninguém viu o Luan socando ele não? porque não importa se seria o Luan Santana, o colocariam pra fora! Você ta bem? ele te machucou? ele conseguiu te beijar? — Ele parecia bem alterado.


— Lucas, relaxa porque ta tudo bem agora. O cara foi colocado pra fora e por sorte não conseguiram ver que era o Luan! Ele não conseguiu nada comigo e nem me machucou, graças a Deus!


— Você quer ir embora? podemos ir se você quiser.


— Ta tudo bem, viemos pra você curtir um pouco, sair da rotina. Não irei estragar sua noite, relaxa!


— Para de bobeira, a hora que quiser ir embora me avise e iremos pro hotel.


— E aí, se divertiu muito com a Bruna? Conseguiu ao menos um beijo? — Sorri maliciosa.


— Ta maluca? Ela é muito nova, confunde muito as coisas. Da Bruna eu quero amizade, só isso…Até cortei algumas brincadeiras, porque acho que ela tava levando a sério! — Ele revirou os olhos.


— Hmmmmm, sei! Vamos nos divertir então? levanta, eu quero dançar!


Levantamos e fomos ”curtir” a noite, mas em nenhum momento eu deixei de pensar nele, o como ele estava diferente, parecia mais descansado, mais não estava completamente a vontade ali. Eu sentia falta dele, sentia falta dos poucos momentos que estivemos juntos, sentia falta das ligações, das mensagens. Lembro-me até hoje do nosso primeiro encontro, do acidente que tinha se tornado o dia mais especial da minha vida. Mas eu tinha decidido seguir minha frente, eu deveria focar no meu trabalho e numa nova vida, eu queria algo mais próximo do real. Com os olhos vagos, acabei vendo o que eu menos gostaria. Lá estava ele, em seu ”reino” com 3 loiras de causar inveja a qualquer mulher, tinham os cabelos grande, bem tratados, corpos sarados, e lindas mesmo com tão pouca maquiagem. A mais alta chegou ao pé do ouvido dele, fazendo com que ele sorrisse e a segurasse pela cintura. Não suportaria ver toda aquela putaria dele, não novamente. Quem gostaria de ver o homem a qual você ama, rodeado de periguetes em volta e nem se importando com seus sentimentos? Cada vez mais eu tinha certeza que não nascemos pra ficar juntos. Lucas agarrou em minha mão e me olhou com carinho.

— Vamos? Já estou cansado!

— Claro, eu também. Amanhã teremos um longo dia! — Sorri.


Capítulo 8 - Parte 1.

Gabi narrando:


Nem em outras vidas eu conseguiria entender as sensações que o Luan causava em mim, era estranho e incrível ao mesmo tempo estar perto dele todas as vezes, nossos corpos estavam colados, eu sentia minha respiração falhar mais a cada segundo, meu coração batia descompassado e se tivéssemos uma conversar, eu não conseguiria terminar uma frase. Depois de um tempo fomos nos soltando, ouvimos alguém abrindo a porta atrás de nós, era Weligton que quando viu somente nós dois, levou a mão ao peito e soltou um suspiro de alivio.
Olhei assustada pra ele que soltou uma risada nervosa, nós 3 ficamos nos encarando por quase um minuto.


— Acho que vocês precisam conversar, vou me retirando. — Eu disse saindo de perto do Luan.


— Não, você pode ficar. Ta tudo bem, só fiquei preocupado com o patrão. — Ele falou movendo os braços. — Te espero lá fora,  ok? — Ele disse olhando pra Luan.


— Acho que o cirilo ta bravo. — Sorri mais calma.


— Fui atrás da Bruna rapidinho e enquanto ele se distraiu, sai do camarote sem ter ele na minha cola. Ainda bem, viu? Se eu não tivesse me escondendo da galera, eu não tinha te encontrado. — Ele passou a mão suavemente pelo meu cabelo.


— Senti sua falta.— Sem querer deixei escapar.


— Eu também. — Ele me olhou nos olhos.

Senti que estávamos nos aproximando demais e logo tratei de me afastar, eu sabia o quão vulnerável eu era a Luan, e se ele tentasse me beijar, eu não resistiria. Eu sabia que tinha que lutar contra aquele sentimento, mas parecia que quanto mais eu tentava me afastar, mais aquilo era intenso dentro de mim. Quando conhecemos o beijo, e o toque de quem amamos, se torna cada vez mais impossível resistir. Mas eu tinha tomado uma decisão e tinha que ser firme em relação a isso, mesmo que haja sofrimento na frente, minha razão não deixaria mais  o coração agir. Distanciei nossos corpos e fui encostando na porta.


— Preciso ir, o Lucas deve estar preocupado com o meu sumiço.


— Você veio com esse pela-saco? — Sua expressão serena mudou para raiva.


— Não sei se você lembra, mas o pela saco é meu patrão. — Fiz uma careta.


— Desculpa, não aguento ele dando em cima da Bruna!


—  Ela é adulta Luan, sabe se cuidar. Se ele quiser, que mal tem?


— Ele é um galinha de pote cheio, o cara só quer comer as bonitinhas e cair fora. Reconheço esse tipo de gente de longe! São anos de estrada, né?

— Você não é muito diferente dele. — Sem querer soltei.


— Você só pode ta brincando, né? Olha, acho que a gente precisa conversar.— Ele parecia mais bravo ainda.


— Esquece o que eu disse, essas comparações nem devem ser feitas! Preciso realmente ir Luan, a gente se vê.


Luan narrando:

Ela nem deixou eu me explicar direito e assim que acabou de falar, abriu a porta atrás dela e saiu rapidamente. Porra! Porque eu sempre faço tudo errado? Eu estava tentando mudar, realmente, na verdade eu estava conseguindo. Eu iria reconquista-la, mas ela não acreditava mais em mim, qual sentido daquilo tudo? Talvez o Rober estivesse certo, eu não nasci pra essa parada de amor, principalmente no meio a qual eu estava metido, a carne é fraca, será que eu conseguiria ser fiel a uma mesma mulher o resto da vida? Na estrada, com tantos convites tentadores, com tantas mulheres diferentes, nenhuma delas querem compromisso, algumas gostariam apenas de uns minutos de fama. E como eu iria lidar com a distancia? Eu simplesmente não conseguiria, eu sou o cara mais ciumento da face da terra,  só de pensar que ela estaria na estrada com aquele pela saco e eu longe dela, me causava raiva. Eu não devia ter me apaixonado, eu não deveria ter pensado que dessa vez seria diferente. Porque eu sempre tenho o dom de estragar tudo? Maldita hora que eu a beijei, maldita hora que eu resolvi me entregar. Eu tinha a machucado e tinha me iludido, eu sabia que não daria certo, porque eu pensei em insistir no erro? A única parte boa, é que eu ainda não tinha colocado todo plano em prática, então dava tempo deu desistir antes que eu a ferisse mais.  Minha cabeça girava com tantos pensamentos confusos, resolvi sair daquele lugar antes que eu pirasse. Cirilo me esperava do lado de fora, sem mais delongas, disse:

— Preciso de mais bebida, preciso de pelo menos 3 gostosas no meu camarote!