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THEME POR PROMISSE | DON'T COPY + +

Capítulo 8 - Parte 4.

Luan narrando:

Eu me sentia no auge do desespero, olha a quem eu tinha ido recorrer? Mas Lucas era minha única esperança, ele era a pessoa que mais estava presente fisicamente na vida de Gabriela naquele momento e toda ajuda era necessária. Mesmo achando que ele arrastava uma asinha pra ela, mesmo sabendo que se ela caísse nas garras dele. Seria mais uma que ele iria transar e esquecer! ou quem sabe engana-la por um tempo? Pera! do que eu tô falando? Já fiz isso tantas vezes, com tantas meninas diferentes. Não sou nem um pouco diferente dele. Acho que ambos temos medo de nos apaixonar e nos decepcionar, o que menos precisamos é de um coração partido. Mas agora eu tinha certeza que era a hora de fazer a coisa certa, sem medo do amanhã, eu sabia que ela podia me fazer feliz, e eu faria de tudo pra faze-la feliz também. Ao invés de ficar julgando meus sentimentos por pensamento, resolvi tomar coragem de ir até ela. O não eu já tinha, mas eu correria pra conseguir o SIM. Levantei depressa da cama, dei um abraço em Lucas e pedi que ele me desejasse boa sorte. Abri a porta com o coração prestes a pular pela boca, minhas mãos estavam tremulas, as famosas borboletas no estômago me causam sensações gostosas e estranhas ao mesmo tempo. Toquei sua campainha apenas uma vez, não demorou muito pra que ouvisse passos atrás daquela porta. Por segundos senti minha respiração vacilar, a porta foi destrancada, e quando olhei pra cima vi um anjo, a minha anjo. Ela parecia espantada com minha presença ali, e eu fiquei a olhando por muito tempo, incapaz de esboçar qualquer reação. Seu cabelo preso no alto da cabeça em um coque, uma camisola preta e o rostinho inchado denunciava que ela estava dormindo. Mesmo sem permissão, a empurrei pra dentro e abracei como se estivesse segurando meu mundo, senti seu sorriso contra meu ombro, encostei meu nariz em seu pescoço pra que eu pudesse sentir o melhor cheiro do mundo, ahh se ela soubesse o que aquele cheiro me causava. Segurei uma mecha dos seus cabelos e brinquei com ela, ainda não conseguia dizer nada. Continuamos segurando um ao outro com força, minha respiração aos poucos foi se acalmando, e o coração dela batendo mais acelerado.

—  Eu sei que fui o cara mais babaca do mundo contigo, mas juro, foi pra não te machucar. Deixa eu me explicar? Eu me apaixonei e tinha medo que você soubesse disso. Sou completamente vulnerável a você, ao teu sorriso, ao teu cheiro, ao teu corpo, a tua doçura. — Fiz um carinho no rosto dela enquanto olhava em seus olhos.


— Vem, senta aqui. Eu vou te ouvir, calma! — Ela me guiou até a cama sem soltar minha mão.


— Não existiu um dia sequer que eu parasse de pensar em você, desde o nosso primeiro beijo. A cena de quando nos vimos pessoalmente pela primeira vez nunca vai sair da minha cabeça, você parecia uma menina indefesa, tão cheia de sonhos, com tantos planos. Sempre se considerando minha maior fã, o modo a qual você me olhou, me tratou, a naturalidade a qual me recebeu e me deixou conhecer um pouco mais de ti. Era um sonho pra você fazer parte da minha vida, não era? Lembro-me exatamente quando me disse isso, e hoje? O papel se inverteu, o meu sonho é fazer parte da tua vida. Você deveria saber a calmaria que me passa, meu coração descansa na sua presença, eu me sinto cheio com esse sentimento lindo que me transmite. Eu sumi, eu fingi não me importar, mas eu senti que quanto mais eu te envolvesse nisso, mais eu te machucaria. Duvidei dos meus sentimentos, eu procurei outras saídas, eu tive medo de machucar a pessoa maravilhosa que você é, e que já sofreu tanto na vida. Nunca me achei o cara certo pra você, imaginei um milhão de caras diferentes, com a vida calma e com uma boa reputação em relação a mulheres, alguém que pudesse cuidar de ti pessoalmente todos os dias, que lhe colocasse pra dormir, te abraçasse forte quando sentires medo, felicidade, tristeza, ansiedade. Mas quando me dei conta de que não poderia perder alguém como você, eu percebi meus sentimentos, eu percebi que eu tinha encontrado alguém que realmente valesse a pena, que tem me feito querer mudar todos os dias, só pra vê-la feliz. Tive medo de dizer tudo isso um dia a você, medo de que você já estivesse com alguém melhor. Mas foi quando eu ouvi de um certo alguém, que sempre devemos lutar por aquilo que queremos, mesmo quando todo mundo acha que tudo esta perdido. Eu sou um canalha, eu sei que faço tantas besteiras, eu sei que em algum momento eu te magoei. Mas me perdoa? mesmo desse jeito torto, tudo que eu quero é você. — Me joguei mais uma vez em seus braços, mesmo com medo da sua reação.



Gabi narrando:


Estava num sono pesado quando ouvi a campainha tocar, deveria ser Lucas com aquela insônia dele. Quando abri a porta e me deparei com Luan, achei que estava sonhando.  Ele parecia preocupado, aflito e quando me abraçou eu não podia mais controlar meus atos, de todos os lugares do mundo, era aquele que eu gostaria de estar pro resto da vida. Quando sentamos na cama e ele começou a falar, meu coração errava a batida a cada frase que ele pronunciava. Não importava quanto tempo tinha se passado, o que ele tinha feito, a certeza do meu amor só se certificava mais a cada dia mais, eu estava disposta a enfrentar o mundo se preciso pra estar ao seu lado. Ele me envolveu novamente em seus braços, éramos apenas um, pela primeira vez eu me sentia completa.
Aos poucos afastei nossos corpos, joguei a mecha de cabelo que caia sobre a testa dele e o beijei suavemente. Com toda paciência do mundo relutei e tirei sua camisa, apoiei minha mão sobre o seu peito e sutilmente o joguei deitado na cama, caindo por cima dele. As mãos de Luan deslizaram da minha coxa até a parte de cima do meu corpo, tirando minha camisola, senti um frio correr a espinha e as borboletas no estômago criando vida. Ficamos completamente nus, seus olhos não se desviavam um segundo do meu, queimando feito fogo vivo. Seus lábios percorreram pelo meu pescoço, descendo até meus seios, depois numa lenta tortura até a barriga e depois até minhas partes intimas. Sua língua era insaciável, explorando cada centímetro do meu corpo, com uma das mãos puxei seus cabelos e deixei sua cabeça numa posição que pudesse me olhar, cada toque dele era uma nova sensação, e ao perceber que estava no ápice do prazer, pedi pra que ele parasse e fui retribuir o agrado. Ele gemia baixinho, me chamando pelo nome, depois começamos uma lenta penetração enquanto eu me entregava completamente a ele, ficamos ali por muito tempo, até que nossos corpos se relaxaram e encontraram o prazer ”final.”
Com ele ainda dentro de mim, me recostei sobre o seu peito e ficamos deitados, ele cheirava meu cabelo e eu alisava seu peito.


Eu…eu, amo você! — Ele sussurrou no meu ouvido e depois beijou o topo da minha cabeça.


— Não mais do que eu amo você. Não canso de dizer, você é o meu anjo. — Sorri.


— Me aceita de volta? Fala que a gente ta namorando e casa semana que vem? — Ele brincou.


— Eu tenho uma ideia melhor. O que acha de começarmos do zero? Você me chama pra jantar, a gente vê um filme juntos. Faz algo do tipo de um casal normal.


— Mas não somos um casal normal. — Ele fez uma pausa. — Espera! A partir de agora nós somos.


— Assim que eu gosto!


— Gabriela, aceita jantar comigo qualquer dia desses? Ou em Londrina ou em São Paulo?


— Aceito!


Ele beijou meus lábios suavemente, depois levantou enrolado na coberta e me chamou pra tomarmos um banho. Entramos embaixo do chuveiro, molhei meus cabelos novamente por culpa de Luan, mas valeu a pena, ele passou o shampoo, o condicionador e ainda me deu carinho durante todo banho, nos enrolamos na toalha, nos secamos, ele ficou só de cueca e eu de calcinha e sutiã. Dormimos abraçados, com a cabeça em seu peito, pude sentir os seus batimentos cardíacos, lembrei que aquele era o motivo do meu sorriso, a sua existência.


AVISO AOS NOVOS LEITORES!!

Galera, eu tenho um grupo no facebook que sempre coloco as atualizações da fanfic (qndo posto capítulo novo) ou quando não vou poder postar. Gostaria muito de ter vocês por pertinho também, então quem quiser participar do grupo, o link é esse:

https://www.facebook.com/groups/302185383215843/?fref=ts

E pra quem quiser me adicionar, aqui o link do meu perfil! https://www.facebook.com/taiis.oliveira

PS: Espero que estejam gostando, voltei a postar com força total… Desculpem por todo sumiço, por ter ”abandonado” vocês, mas sempre sinto muita saudade, e agora eu determinei que vou terminar a fanfic o mais breve possível, amo isso aqui…e quem saiba depois eu não escreva outra?? Beijos! ♥


Capítulo 8 - Parte 3.

Gabi narrando:


Por sorte, a galera da produção achou que ficaríamos muito longe na volta, e resolveram levar as coisas direto pra outro hotel em Londrina. No dia seguinte teríamos mesmo que pegar um voo no aeroporto de lá. Agradeci por não ter que passar quase 2 horas dentro da van depois de uma noite cansativa. Chegamos cinco e meia da manhã no hotel, eu estava extremamente cansada, tanto fisicamente como mentalmente. Me livrei rapidamente das minhas roupas, jogando-as não chão, corri pro chuveiro, e apesar do friozinho que estava fazendo me atrevi a tomar um banho gelado. Lavei os cabelos e pela primeira vez, consegui não chorar. Depois de um longo tempo, sai debaixo do chuveiro, enrolei uma toalha na cabeça, coloquei uma camisola de cetim e liguei aa tv, apesar do cansaço, não havia um pingo de sono. Pedi um balde de pipoca no serviço de quarto e uma garrafinha de refrigerante, me perdi vendo um filme.


Luan narrando:

Porra, porque eu sempre tinha que fazer tudo errado? Lá estava eu, estragando tudo de novo. A única pessoa a qual consegui realmente me apaixonar esse tempo todo, a única pessoa que me amava pelo que eu era, pelo Luan Rafael que ela conheceu, e não pelo Luan Santana famoso. Pedi pra Roberval deixar a Bruna em casa, deixei o dinheiro do táxi pra eles. Chamei Weligton, abandonei aquelas mulheres no camarote e corri pro estacionamento da boate. Sem pensar duas vezes disquei o número do Lucas, depois de chamar até quase cair a ligação, ele atendeu.


—  Fala aí parceiro, ta tudo certo? Aconteceu alguma coisa? — Ele parecia sonolento.

— Lucas, você pode me falar o nome do hotel que você ta? Eu preciso conversar com você, cara.

— Vou te mandar o nome e o endereço pelo whatsapp. Que horas você vem amanhã?

— Não, você não ta entendendo Lucas, eu vou hoje, agora! Espero sua mensagem, não demora. Valeu.

— Ok, não se pode nem mais dormir.

Já estava nervoso, Lucas só  me mandou o nome e o endereço do hotel quase 5 minutos depois que tínhamos desligado a ligação. Pedi pra Weligton que eu dirigisse, já que ele sempre dirigia feito uma moça, tive que relutar, mas acabei perdendo por já ter bebido bastante. De tanto que insisti, ele acabou indo numa velocidade considerável. Cheguei na recepção e a moça se espantou ao ver que eu estava ali, ela se empolgou tanto que eu jamais a trataria com antipatia, mas precisava subir o mais rápido possível pra falar com Lucas, disse que ele estava me esperando, ela interfonou pra ele, em seguida me disse o número do andar e do quarto, corri pro elevador, e enquanto ele demorava a chegar no sétimo andar, senti um frio na barriga. Será que ela me aceitaria? será que ela acreditaria em mim? eu precisava tentar, eu não podia esperar mais pra tentar reconquista-la, era minha última tentativa, e eu investiria tudo, abriria mão de tudo se ela dissesse sim!
Toquei a campainha um zilhão de vezes, e ouvi os passos apressados de Lucas, quando ele abriu a porta com rapidez.

— Quer acordar todo mundo? porra, calma cara! — Ele riu.

— Posso entrar? — Perguntei ofegante.

— Deve!

— Será que você pode vestir uma roupa antes? não pega bem se alguém me ver entrando aqui e você de cuequinha.

— Tu é um abusado mesmo, me acorda essa hora da manhã, invade meu quarto de hotel procurando um psicólogo e ainda quer que eu me vista? mas só farei isso pela minha imagem! — Ele me deu um tapa na cabeça.

— Você tem alguma coisa forte que eu possa beber?

— Luan, você ta fedendo a cachaça. Acho que o que você menos precisa agora é de bebida, vou te dar uma água e vou pegar um engov.


Tomei quase a garrafa de água inteira que Lucas me deu junto com o comprimido de engov. Ainda bem que ele resolveu não me dar mais bebida, porque eu já estava me sentindo meio enjoado e o remédio junto com a água me ajudaram muito. Reuni toda minha coragem e comecei a desabafar com ele toda nossa história, todo meu sentimento por ela, mas também todo meu medo, meus anseios. E conforme cada palavra dita, eu percebi que não era apenas apaixonado por ela, talvez eu já a amasse. Me peguei sorrindo quando contei das nossas aventuras, dos nossos momentos juntos, de como nos conhecemos. E ele ouvia tudo atentamente, sem interromper nenhum segundo.
Me vi contando meus planos, e até das coisas que eu já tinha feito por ela sem que ela soubesse. E tudo que eu queria, é que ela estivesse ao meu lado agora, ouvindo tudo que preparei pra nós dois, pra vê-la feliz. Quando terminei de falar, soltei um suspiro de alivio e olhei pra ele esperando sua resposta. Aquilo estava a tantos meses entalado, e mesmo tendo Bruna como melhor amiga, eu tinha medo, tive muito medo que alguém descobrisse que ela era minha fraqueza, e que todo esse tempo eu só esperava alguém como ela pra amar.


— Não acredito sinceramente que eu vou dizer isso. Porque todo esse tempo te achei um completo babaca em relação a ela. Eu achava que ela merecia alguém melhor, alguém que pudesse acompanhar seu tempo, sua vida. Mas hoje vi o quanto eu estava errado em relação a isso, ela só precise de alguém que a ame como você a ama. Porque teve medo? O amor é uma das coisas mais lindas do mundo, não tenha medo de amar e nem de se entregar, ela é a pessoa certa ao meu ver e seu coração reconheceu isso. Mesmo que não seja com ela, mesmo que daqui a um tempo as coisas mudem. Viva, intensifique, se entregue. Ta esperando o que pra dizer todas essas coisas pra ela? O quarto dela é o 706, toca a campainha dela mil vezes como você fez comigo. — Lucas me disse sorrindo, parecia admirar todas as coisas que eu tinha dito.  





Capítulo 8 - Parte 2.

Gabi narrando:

Voltei pra onde o Lucas estava, ele me olhou apavorado e com certa desaprovação. Sentei na poltrona que estava ali e fiquei refletindo sobre as palavras de Luan, sobre as atitudes dele. Eu sabia, eu seria eternamente apaixonada por ele, sabia que meu coração o pertencia, mas algo me dizia que o sentimento nunca seria recíproco, ainda mais vindo de um cara como ele. Não estava disposto a mudar, por ninguém,  quem diria por mim. Senti alguém tocar em meus ombros, olhei e era Lucas, ainda confuso aparentemente pelo meu sumiço.

— Hey cara, onde você estava? Fiquei te procurando desesperado!


— Fui até o bar pegar uma bebida, um otário tentou me agarrar a força e por sorte o Luan apareceu na hora, socou a cara dele, e acabamos nos escondendo numa porta ao lado do bar. — Dei um sorriso amarelo.


— Quem foi esse filho da puta que te agarrou? Vou pedir pra o Hulk resolver essa situação! Ninguém viu o Luan socando ele não? porque não importa se seria o Luan Santana, o colocariam pra fora! Você ta bem? ele te machucou? ele conseguiu te beijar? — Ele parecia bem alterado.


— Lucas, relaxa porque ta tudo bem agora. O cara foi colocado pra fora e por sorte não conseguiram ver que era o Luan! Ele não conseguiu nada comigo e nem me machucou, graças a Deus!


— Você quer ir embora? podemos ir se você quiser.


— Ta tudo bem, viemos pra você curtir um pouco, sair da rotina. Não irei estragar sua noite, relaxa!


— Para de bobeira, a hora que quiser ir embora me avise e iremos pro hotel.


— E aí, se divertiu muito com a Bruna? Conseguiu ao menos um beijo? — Sorri maliciosa.


— Ta maluca? Ela é muito nova, confunde muito as coisas. Da Bruna eu quero amizade, só isso…Até cortei algumas brincadeiras, porque acho que ela tava levando a sério! — Ele revirou os olhos.


— Hmmmmm, sei! Vamos nos divertir então? levanta, eu quero dançar!


Levantamos e fomos ”curtir” a noite, mas em nenhum momento eu deixei de pensar nele, o como ele estava diferente, parecia mais descansado, mais não estava completamente a vontade ali. Eu sentia falta dele, sentia falta dos poucos momentos que estivemos juntos, sentia falta das ligações, das mensagens. Lembro-me até hoje do nosso primeiro encontro, do acidente que tinha se tornado o dia mais especial da minha vida. Mas eu tinha decidido seguir minha frente, eu deveria focar no meu trabalho e numa nova vida, eu queria algo mais próximo do real. Com os olhos vagos, acabei vendo o que eu menos gostaria. Lá estava ele, em seu ”reino” com 3 loiras de causar inveja a qualquer mulher, tinham os cabelos grande, bem tratados, corpos sarados, e lindas mesmo com tão pouca maquiagem. A mais alta chegou ao pé do ouvido dele, fazendo com que ele sorrisse e a segurasse pela cintura. Não suportaria ver toda aquela putaria dele, não novamente. Quem gostaria de ver o homem a qual você ama, rodeado de periguetes em volta e nem se importando com seus sentimentos? Cada vez mais eu tinha certeza que não nascemos pra ficar juntos. Lucas agarrou em minha mão e me olhou com carinho.

— Vamos? Já estou cansado!

— Claro, eu também. Amanhã teremos um longo dia! — Sorri.


Capítulo 8 - Parte 1.

Gabi narrando:


Nem em outras vidas eu conseguiria entender as sensações que o Luan causava em mim, era estranho e incrível ao mesmo tempo estar perto dele todas as vezes, nossos corpos estavam colados, eu sentia minha respiração falhar mais a cada segundo, meu coração batia descompassado e se tivéssemos uma conversar, eu não conseguiria terminar uma frase. Depois de um tempo fomos nos soltando, ouvimos alguém abrindo a porta atrás de nós, era Weligton que quando viu somente nós dois, levou a mão ao peito e soltou um suspiro de alivio.
Olhei assustada pra ele que soltou uma risada nervosa, nós 3 ficamos nos encarando por quase um minuto.


— Acho que vocês precisam conversar, vou me retirando. — Eu disse saindo de perto do Luan.


— Não, você pode ficar. Ta tudo bem, só fiquei preocupado com o patrão. — Ele falou movendo os braços. — Te espero lá fora,  ok? — Ele disse olhando pra Luan.


— Acho que o cirilo ta bravo. — Sorri mais calma.


— Fui atrás da Bruna rapidinho e enquanto ele se distraiu, sai do camarote sem ter ele na minha cola. Ainda bem, viu? Se eu não tivesse me escondendo da galera, eu não tinha te encontrado. — Ele passou a mão suavemente pelo meu cabelo.


— Senti sua falta.— Sem querer deixei escapar.


— Eu também. — Ele me olhou nos olhos.

Senti que estávamos nos aproximando demais e logo tratei de me afastar, eu sabia o quão vulnerável eu era a Luan, e se ele tentasse me beijar, eu não resistiria. Eu sabia que tinha que lutar contra aquele sentimento, mas parecia que quanto mais eu tentava me afastar, mais aquilo era intenso dentro de mim. Quando conhecemos o beijo, e o toque de quem amamos, se torna cada vez mais impossível resistir. Mas eu tinha tomado uma decisão e tinha que ser firme em relação a isso, mesmo que haja sofrimento na frente, minha razão não deixaria mais  o coração agir. Distanciei nossos corpos e fui encostando na porta.


— Preciso ir, o Lucas deve estar preocupado com o meu sumiço.


— Você veio com esse pela-saco? — Sua expressão serena mudou para raiva.


— Não sei se você lembra, mas o pela saco é meu patrão. — Fiz uma careta.


— Desculpa, não aguento ele dando em cima da Bruna!


—  Ela é adulta Luan, sabe se cuidar. Se ele quiser, que mal tem?


— Ele é um galinha de pote cheio, o cara só quer comer as bonitinhas e cair fora. Reconheço esse tipo de gente de longe! São anos de estrada, né?

— Você não é muito diferente dele. — Sem querer soltei.


— Você só pode ta brincando, né? Olha, acho que a gente precisa conversar.— Ele parecia mais bravo ainda.


— Esquece o que eu disse, essas comparações nem devem ser feitas! Preciso realmente ir Luan, a gente se vê.


Luan narrando:

Ela nem deixou eu me explicar direito e assim que acabou de falar, abriu a porta atrás dela e saiu rapidamente. Porra! Porque eu sempre faço tudo errado? Eu estava tentando mudar, realmente, na verdade eu estava conseguindo. Eu iria reconquista-la, mas ela não acreditava mais em mim, qual sentido daquilo tudo? Talvez o Rober estivesse certo, eu não nasci pra essa parada de amor, principalmente no meio a qual eu estava metido, a carne é fraca, será que eu conseguiria ser fiel a uma mesma mulher o resto da vida? Na estrada, com tantos convites tentadores, com tantas mulheres diferentes, nenhuma delas querem compromisso, algumas gostariam apenas de uns minutos de fama. E como eu iria lidar com a distancia? Eu simplesmente não conseguiria, eu sou o cara mais ciumento da face da terra,  só de pensar que ela estaria na estrada com aquele pela saco e eu longe dela, me causava raiva. Eu não devia ter me apaixonado, eu não deveria ter pensado que dessa vez seria diferente. Porque eu sempre tenho o dom de estragar tudo? Maldita hora que eu a beijei, maldita hora que eu resolvi me entregar. Eu tinha a machucado e tinha me iludido, eu sabia que não daria certo, porque eu pensei em insistir no erro? A única parte boa, é que eu ainda não tinha colocado todo plano em prática, então dava tempo deu desistir antes que eu a ferisse mais.  Minha cabeça girava com tantos pensamentos confusos, resolvi sair daquele lugar antes que eu pirasse. Cirilo me esperava do lado de fora, sem mais delongas, disse:

— Preciso de mais bebida, preciso de pelo menos 3 gostosas no meu camarote!


Capítulo 7 - Parte 1O.


Gabi narrando:


Chegamos na tal boate um pouco mais de meia noite, fui diretamente pro banheiro ajeitar meu cabelo e retocar meu batom. Voltei pro camarote onde o Lucas estava e peguei uma bebida leve pra mim, enquanto ele cumprimentava todo pessoal, aproveitei pra dançar um pouco e apesar de timidez, estava aprendendo a me soltar na medida certa. Lucas voltou a me dar atenção e ficamos conversando sobre seus planos futuros, e a proposta do dono da boate de coloca-lo pra tocar uma vez por mês lá, pra um público menor, porém ingressos mais caros e garantia de muito marketing, isso ajudaria ambos. Começamos a dançar e ficamos reparando as pessoas na pista, o quanto estavam bêbadas ou quando dançavam estranho, o som estava alto e não me permitia ouvir direito o que ele falava. Então fomos para um lugar mais reservado e ficamos um falando no ouvido do outro, mas num certo momento a música ”Pra te fazer lembrar” começou a tocar, e automaticamente Lucas passou um dos seus braços pela minha cintura e a outra mão segurava minha nuca com leveza. Segui seus passos e começamos a dançar a música, senti sua boca bem perto do meu ouvido me fazendo arrepiar, sua voz se misturou com a voz que tocava no cd, e quando suas palavras chegaram aos meus ouvidos me fizeram estremecer: ”Eu tento esconder, mas vi que pensei em você o dia inteiro.”
Tentei me afastar mas seus braços fortes me prenderam contra ele, nós agora estavamos colados cara-a-cara, minha respiração estava mais calma e a dele completamente acelerada. Não podia negar que achava Lucas um cara lindo e completamente atraente, qualquer mulher na face da terra ficaria caidinha com ele, mas por ter certeza dos meus sentimentos por Luan, ele era apenas mais um rostinho bonito pra mim, meu patrão e um ”amigo”.
Comecei a ficar nervosa quando percebi sua aproximação, sentia sua respiração em meu rosto e seus olhos completamente vidrados nos meus, sem oscilar. Vi sua boca vindo em direção a minha e rapidamente abaixei minha cabeça, fazendo com que seus lábios grudassem em minha testa.

— Lucas? — Ouvi uma voz fina chamar pelo nome dele, e aquela voz me soava tão familiar.

Nós dois olhamos rapidamente para trás, e graças a aquela mulher Lucas me soltou, me tirando daquele momento tão constrangedor. Mas quando me dei conta de quem era, meus olhos se arregalaram e ele também, fiquei paralisada enquanto em vão ele tentava dizer um OI pra Bruna Santana, sim, era ela. Depois de me lançar um sorriso de canto de boca, ela piscou pra mim. Consegui dizer um ”OLÁ” ainda sem graça. Peguei minha bolsa que estava no sofá da boate e corri pro andar de baixo, onde ficava o bar.

— Mais uma caipirinha, por favor? — Pedi nervosa ao garçom.


Quando estava prestes a sair do bar, senti um cara segurar com firmesa em meus braços, ele deveria ter quase dois metro de altura, cabelo arrepiado e uma barba cerrada.


— E aí príncesa, vai pra onde sozinha? Deixa eu te acompanhar. — Ele falou embolando a voz, sinal de embriaguez.


— Muito obrigada, mas não estou sozinha e conheço o caminho. — Eu disse seca.


— Você não vai a lugar nenhum sozinha com toda essa braveza. Vamos ali num canto, vamos conversar, eu quero te conhecer. — Disse ele apertando com mais força ainda o meu braço.


— Me larga agora ou eu chamo os seguranças! — Berrei.


— Sei um jeito de tampar a sua boca também. — Ele riu.


Luan narrando:


Quando Bruna me mandou uma mensagem avisando que o mala do Lucas estava por lá, eu quase enlouqueci. Ela foi direto encontra-lo, e saber se Gabi também estava junto. Já faziam mais de 5 minutos que Bruna tinha subido pro camarote do lado esquerdo do palco e não me respondia no whatsapp, nervoso com aquilo desci escondido de Cirilo e fui busca-la. Apesar de ser o lugar mais desejado daquele lugar, a parte do bar era o lugar mais ”vazio”, pois a boate trabalhava com garçons que levavam as bebidas até eles. Fui pelos cantos me esbarrando, torcendo pra que ninguém me reconhecesse, o lugar estava cheio e eu iria causar um grande tumulto, coisa que eu não gostaria que acontecesse. Estava quase chegando quando me deparei com um rapaz muito alto segurando uma mulher que tava tão gostosa num vestido preto com uns trecos dourados, ela parecia gritar e agitava seu corpo para que ele a soltasse. Parecia mais uma briga de casal, mas quando me aproximei e fiquei de lado, me dei conta de que era Gabriela e que aquele idiota estava tentando beija-la a força. Fiquei tão irritado que por um minuto esqueci quem era e avancei naquele merda.


— Juro que se você não soltar ela agora, eu quebro sua cara de porrada, seu palhaço! — Avancei nele.


— Não se mete nessa porque vai sobrar pra você, seu boiola. — Ele disse com a voz embargada a agarrando mais uma vez.


Perdi toda noção quando vi aquele cara nojento tentando agarra-la a força, ela me olhava com um misto de espanto e suplica, querendo que eu a arrancasse dalí. Sem pensar duas vezes, o puxei pelos ombros e extravazei toda minha raiva com um soco na cara daquele palhaço. Por estar bêbado ele logo ficou tonto e caiu no chão, ela me olhou maravilhada, mas logo soltou um:


— Luan, pelo amor de Deus isso pode te prejudicar muito. Não precisava disso, eu acho! — Ela sorriu nervosa.


— Precisamos sair daqui rápido, antes que me reconheçam e o segurança me coloque pra fora.


— Eu preocupada com sua imagem e você preocupado em ser posto pra fora da boate? — Ela me olhou sem paciencia.


— Já te falei que não me importo com o que vá sair na imprensa amanhã. Pouco me importa o que dizem de mim ou deixam de dizer, o que realmente me importa é seu estado nesse momento, eu não nunca ia deixar aquele maldito te machucar. Você ta entendendo? Nunca! — Gritei sem querer.

Os olhos dela encontraram os meus e uma lágrima timida escorreu pelos seus olhos, me puxando pela mão saímos dali antes que alguém notasse quem eu era, ela me carregou pra dentro de uma porta que ficava do lado do bar, era um corredo curto e que dava acesso a outras duas portas. Mas não entendi porque tinhamos entrado ali, ela parou e ficou me olhando, minha respiração estava acelerada e ela sorria, queria entender o porque, mas se eu a bem conhecia, aquele sorriso era de nervoso. Ela pegou uma de minhas mãos e levou ao seu peito, então pude sentir seu coração acelerado e descompassado, mas antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, ela me abraçou com força e chorou em meu ombro.


soufofaporrablog asked: a FANFIC 2 ta incompleta amor a partir da parte 5 do capitulo 5, eu tô mega curiosa pra saber o aconteceu nas pastes 5 e 6. Ajeita pfv?

Ajeito, claro…desculpas! 


faslsantana asked: Tata num vau mais posta a fic ?!

Voltei a postar, amor!


incendi-0s asked: você nos abandonou :( volte por favor :(

Vorrrrtei, guria! ♥


gar0t4 asked: Ola sou sua nova leitora , vc tem whats ?

Oi, tenho sim!! :)